28 de fevereiro de 2009

27 de fevereiro de 2009

Piadinha

E se a morte chegasse agora ?

Se você soubesse que hoje iria morrer – o que faria?

Esta pergunta foi feita a um homem, no século XIII. Era um homem iluminado.

Nascido em berço de ouro, conheceu as delícias da abastança. Filho de rico mercador, trajava-se com os melhores tecidos da época.

Sua adolescência e juventude foram impregnadas das futilidades daqueles dias, em meio a expressivo número de amigos.

Assim transcorria sua vida, quando um chamado se deu a esse jovem.

Então, ele se despiu dos trajos da vaidade e se transformou no Irmão Francisco, o Irmão dos Pobres.

Sua alma se encheu de poesia e ele passou a compor versos para as coisas pequeninas, mas muito importantes, da natureza.

Chamou irmãos à água, ao vento, ao sol, aos animais. Sua alma exalava o odor da alegria que lhe repletava a intimidade.

Muitos amigos o seguiram, abraçando os lemas da obediência, pobreza e castidade. Amigos na opulência, amigos na virtude.

Certo dia, enquanto arrancava do jardim as ervas daninhas, Frei Leão, que o observava, lhe perguntou:

Irmão Francisco, se você soubesse que morreria hoje, o que faria?

Francisco descansou o ancinho, por um instante. Seus olhos, apagados para as coisas do mundo passageiro, pareceram contemplar paisagens interiores de beleza.

Suspirou, pareceu mergulhar o olhar para o mais profundo de si e respondeu, sereno:

Eu? Eu continuaria a capinar o meu jardim.

E retomou a tarefa, no mesmo ritmo e tranquilidade.

Quantos de nós teríamos condições de agir dessa forma? A morte nos apavora a quase todos.

Tanto a tememos que existem os que sequer pronunciamos a palavra, porque pensamos atraí-la.

Outros, nem comparecemos ao enterro de colegas, amigos, porque dizemos que aquilo nos deprime, quando não nos atemoriza.

Algo como se ela nos visse e se recordasse de nos vir apanhar.

E andamos pela vida como se nunca fôssemos morrer. Mas, de todas as certezas que o mundo das formas transitórias nos oferece, nenhuma maior que esta: tudo que nasce, morre um dia.

Assim, embora a queiramos distante, essa megera ameaçadora que chega sempre em momentos impróprios, ela vem e arrebata os nossos amores, os desafetos, nós mesmos.

Por isso, importante que vivamos cada dia com toda a intensidade, como se nos fosse o derradeiro.

Não no sentido de angústia, temor, mas de sabedoria. Viver cada amanhecer, cada entardecer e cada hora, usufruindo o máximo de aprendizado, de alegria, de produção.

Usar cada dia para o trabalho honrado, que nos confira dignidade. Estar com a família, com os amigos.

Sorrir, abraçar, amar.

Realizar o melhor em tudo que façamos, em tudo que nos seja conferido a elaborar. Deixar um rastro de luz por onde passemos.

Façamos isso e, então, se a morte nos surpreender no dobrar dos minutos, seguiremos em paz, com a consciência de Espíritos que vivemos na Terra doando o melhor e, agora, adentraremos a Espiritualidade, para o reencontro com os amores que nos antecederam.


26 de fevereiro de 2009

PSI ME LIGA NA HORA DO ALMOÇO !!!

19 de fevereiro de 2009

17 de fevereiro de 2009

Um minuto - JB

Para nossa vida mudar basta um minuto...
60 segundos é o suficiente pro rico se transformar pobre, o amor do para sempre acabar, ou um coração vazio se encher... de esperanças, sorrisos...
Não sei o que os próximos minutos me reservam, mas deixo pro destino pensar neles, eu quero viver o hoje... poder sentir o agora e me manter feliz pelas conquitas que ganhei nesse minuto.
Nesse minuto sou feliz, tenho amigos, família, emprego e alguém especial...
Nesse minuto sou imbatível e invencível... nada pode me fazer mal... e é assim que quero viver...
Um minuto após o outro... e absorvendo as coisas boas, somando conquitas e pessoas... deletando e deixando pra trás obstáculos e tristezas.
Pense, nesse minuto que você parou e leu esse texto, creio que você também se viu como vencedor, afinal, você teve um minuto a mais de vida, um minuto de tranquilidade, um minuto de lazer... um minuto pra refletir...

12 de fevereiro de 2009

Casamento

• Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai
às compras.

• Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma
máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: ‘Nós temos muitos
aparelhos, mas não temos lugar pra sentar’. Daí, comprei pra ela uma
cadeira elétrica.

• Eu me casei com a ‘Sra. Certa’. Só não sabia que o primeiro nome dela
era ‘Sempre’.

• Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de
interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa
minha. Ela perguntou: ‘O que tem na TV?’ E eu disse ‘Poeira’.

• No começo Deus criou o mundo e descansou.
Então, Ele criou o homem e descansou.
Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o
Mundo tiveram mais descanso.

• Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre
me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava
tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca,
sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou
num jeito esperto de me convencer.
Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta,
ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio
por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns
minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.
‘- Quando você terminar de cortar a grama,’ eu disse, ‘você pode
também varrer a calçada.’
Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu
voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida’.

• ‘O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre
certa e a outra é o marido…’

Luís Fernando Veríssimo

Amigos

O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio.

2 de fevereiro de 2009

Sofrimento - Victor Humo

Ter mentido é ter sofrido. 0 hipócrita é um paciente na dupla acepção da palavra; calcula um triunfo e sofre um suplício. A premeditação indefinida de uma ação ruim, acompanhada por doses de austeridade, a infâmia interior temperada de excelente reputação, enganar continuadamente, não ser jamais quem é, fazer ilusão, é uma fadiga. Compor a candura com todos os elementos negros que trabalham no cérebro, querer devorar os que o veneram, acariciar, reter-se, reprimir-se, estar sempre alerta, espiar constantemente, compor o rosto do crime latente, fazer da disformidade uma beleza, fabricar uma perfeição com a perversidade, fazer cócegas com o punhal, por açúcar no veneno, velar na franqueza do gesto e na música da voz, não ter o próprio olhar, nada mais difícil, nada mais doloroso. 0 odioso da hipocrisia começa obscuramente no hipócrita. Causa náuseas beber perpétuamente a impostura. A meiguice com que a astúcia disfarça a malvadez repugna ao malvado, continuamente obrigado a trazer essa mistura na boca, e há momentos de enjôo em que o hipócrita vomita quase o seu pensamento. Engolir essa saliva é coisa horrível. Ajuntai a isto o profundo orgulho. Existem horas estranhas em que o hipócrita se estima. Há um eu desmedido no impostor. 0 verme resvala como o dragão e como ele retesa-se e levanta-se. 0 traidor não é mais que um déspota tolhido que não pode fazer a sua vontade senão resignando-se ao segundo papel. É a mesquinhez capaz da enormidade. 0 hipócrita é um titã-anão.